|
“Tecnologias sociais em educação” é tema de discussão
 |
|
Karina Martins Nogueira -
coordenadora do Programa de Responsabilidade Social do Instituto Robert Bosch
|
|
Produtos, técnicas ou metodologias, desenvolvidas em parceria com a comunidade beneficiada, são soluções efetivas de transformação social
Obter resultados efetivos na relação ensino-aprendizagem é um desafio quando se trata da formação de cidadãos e cidadãs. As chamadas tecnologias sociais são produtos, técnicas ou metodologias, desenvolvidas em parceria com a comunidade beneficiada e que representam efetivas soluções de transformação social. As tecnologias sociais compreendem as soluções para os problemas enfrentados pela população e são iniciativas que visam a replicabilidade, isto é, são feitas para serem copiadas em outros locais, ampliando o poder de transformação.
É um conceito que remete para uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando a participação coletiva no processo de construção e implantação do projeto. É a busca por soluções para problemas voltados a demandas de alimentação, educação, habitação, renda, saúde, meio ambiente, dentre outras.
A Mesa Redonda Tecnologias Sociais em Educação, realizada dentro da programação do 1º Congresso Nós Podemos Paraná e 7ª Mostra de Ação Voluntária – Cidadania e Responsabilidade Social apresentará projetos que se utilizam das tecnologias sociais. Um exemplo é o programa Peça por Peça, do Instituto Robert Bosch. Segundo Karina Martins, coordenadora do programa Peça por Peça em Curitiba e que debaterá nesta mesa, programas que investem em tecnologias sociais devem ter como principal diferencial o compromisso assumido com as comunidades a longo prazo. “Um programa que busque exercer efetivamente a responsabilidade social não deve estar direcionado para atividades assistencialistas e nem ter o fator tempo como sua principal referência de sucesso. O foco deve ser a realização de pequenas ações de melhoria de forma continuada e planejada, auto sustentada, efetiva, mensurável e compartilhada”, afirma Karina.
Um exemplo de sucesso do Peça por Peça é a Cooperativa de Costureiras da Vila Verde, em Curitiba. Este projeto nasceu a partir da implantação do programa na comunidade e, em pouco tempo, ganhou autonomia. Inclusive as eco-bags, que serão distribuídas para os participantes do 1° Congresso Nós Podemos Paraná foram produzidas pela cooperativa das costureiras, que também terá um estande na área de exposições.
Outro debatedor da mesa é Padre Valter Aparecido Pegorer, Prefeito Municipal de Apucarana (www.apucarana.pr.gov.br) que implantou a Educação em Período Integral no Município, projeto que tem alcançado bons resultados. Para complementar a mesa que conta com Liliana Leite, Diretora Executiva do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (IDES - www.ides.org.br). A mesa será mediada por Daniele Farfus, que atua como gestora do Programa SESI Empreendedorismo Social e na sistematização de metodologias inovadoras para a área educacional e social.
Esta mesa redonda será realizada na quinta-feira, dia 07 de agosto às 14h, na Sala Helena Kolody (piso superior). As inscrições para esta mesa estão esgotadas, mas no horário do evento, à medida que os inscritos não comparecerem, podem ser abertas novas inscrições para participantes que estiverem no local.
|