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"O Lado Sustentável de Cada Um", por Cláudia Buzzette Calais*
No século passado, o pacifista Mahatma Gandhi nos sinalizou com o caminho a ser trilhado para garantirmos a sustentabilidade de nossas ações: "Seja a mudança que você deseja ver no mundo".
Fonte: Fundação Bunge
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Cláudia Buzete Calais
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Hoje, falar em sustentabilidade tornou-se politicamente correto para as empresas, profissionais ligados às áreas social e ambiental, mídia e políticos mais antenados com a realidade. Mas será que todos estão falando da mesma coisa quando citam esse tema? O termo sustentabilidade nos apresenta dois desafios: o primeiro é chegar a um consenso sobre o seu significado (é comum ser utilizado apenas como sinônimo de investimento na área ambiental); e o segundo é perceber qual o papel de cada um de nós dentro de uma política sustentável, o que implica uma mudança profunda, e não superficial, de paradigmas.
Essa confusão de conceitos e práticas não está apenas na cabeça do chamado cidadão comum. Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira de Jornalismo Empresarial (Aberje) revelou que apenas 13% dos profissionais entrevistados relacionam o tema ao conceito do triple bottom line (desenvolvimento econômico com responsabilidade social e ambiental), muito adotado pelas empresas. Uma parcela significativa, 21%, relaciona o tema apenas a um dos pilares, o ambiental - aliás, prática muito comum também entre os empresários. Outro conceito difundido, talvez mais próximo da nossa realidade, é o de "adotar práticas no presente que não comprometam as gerações futuras". Esse conceito nos leva a pensar e questionar nossas práticas e a forma como estamos colaborando nesse processo.
Muitas vezes, temos noção dos riscos ocasionados pelas mudanças climáticas, temos opinião formada a respeito do Protocolo de Kyoto e conseguimos identificar aspectos falhos no atual modelo de crescimento econômico global. Porém, não conseguimos perceber nosso papel nessa engrenagem. Não entendemos que somos protagonistas e vítimas de nossas ações, que somos formandos e formadores de um processo maior de transformação econômica, social e ambiental. Nossas práticas revelam quem somos e no que acreditamos.
Precisamos de lideranças empresariais, políticas e sociais comprometidas com as mudanças que uma sociedade sustentável exige e, acima de tudo, capazes de conduzir esse processo. Mas precisamos também começar a fazer a nossa parte. Somos responsáveis por exigir práticas macroeconômicas éticas, mas também por sermos éticos nas pequenas decisões econômicas que gerenciamos nas nossas relações interpessoais, nos nossos lares, no nosso ambiente de trabalho. Somos responsáveis por reivindicar a preservação do nosso ecossistema, mas também por adotar o consumo consciente para minimizar o descarte de produtos na natureza. Somos responsáveis por cobrar políticas sociais eficientes sem interesses meramente eleitorais, mas também temos de nos sentir instigados a compartilhar o nosso conhecimento em prol do desenvolvimento do outro.
No século passado, o pacifista Mahatma Gandhi nos sinalizou com o caminho a ser trilhado para garantirmos a sustentabilidade de nossas ações: "Seja a mudança que você deseja ver no mundo".
*Cláudia Buzzette Calais é gerente de Projetos da Fundação Bunge, entidade social das empresas Bunge do Brasil.
Ela participará da mesa redonda “Investimento Social Privado na Educação” que acontecerá no dia 7 das 16h30 às 18h30. Saiba mais sobre o tema.
Conheça o trabalho e os projetos desenvolvidos pela Fundação Bunge, apoiadora da 7ª Mostra de Ação Voluntária
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